Esta secção traz informações sobre as obras que em vida publiquei, incluindo uma lista ordenada dos escriptos nellas contidos.
Visite os atalhos dos títulos das obras abaixo ou no Summario à esquerda para ver todos os escriptos marcados como publicados na obra listada.
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Lista de obras em "Bizarrias", "Insomnia", "Minha Terra" e "Arco iris" |
1903 - Dona Loura
"O Malho" nº 79, de 19/03/1904, traz detalhes de editoração, tamanho do texto e editor, em uma resenha: "Interessante o poema Dona Loura, de Jansen de Capistrano, e que nos vem de Curityba, numa edição cheia de circumstancias, toda enfeitada de requififes, o que é um bello réclame para as officinas typographicas da Livraria Economica do Sr. Annibal Rocha. Os versos - meia duzia, não passa d'isso - são à peu près nephelibatas e offerecem uma leitura soffrivelmente curiosa."
"O Dia" de Florianópolis, nº 809, de 26/09/1903, corrobora com as informações acima e traz a introdução do poemeto:
"Versos sem arte, Dona Loura é apenas
um grito d'alma no esto da paixão.
Dize-me tu, se acaso me condemnas,
como calar a vóz do coração?
Mais adiante, o mesmo artigo de "O Dia" menciona outra passagem:
"Em fulvo dia
de sol eu vi-a
casualmente: via-a a sorrir
mostrando á bocca perlas de Ophir."
O que pode confirmar que se trata do poemeto "Dona Loura" publicado em Victrix nº 2. Alguns poucos versos devem ter sido publicados como "plaquette", um cartão ornamentado, protegido ou não por capa, pela Livraria Economica de Annibal Rocha & Cia.
Em referências futuras, a obra seria ocasional e erroneamente chamada de "Dona Laura". Para contribuir para a confusão, na pesquisa para a presente coletânea foram encontrados dois poemas que podem ter constado no livro, um intitulado "Dona Loura" e outro "Dona Laura", que muito provavelmente se trata de um erro tipográfico.
É certo que Adolpho usou seu pseudônimo "Jansen de Capistrano" como autor, pelas várias menções à obra, como em Almanach do Paraná (1904) e Esphynge (Ano V, nº 12, 1903). Havia um exemplar, como "Jansen de Capistrano - D. Loura", na loja "Luz Invizivel", à "Rua S. Francisco, 68-CORITIBA", acervo da "Bibliotheca Lauro Sodré", conforme a Esphynge (Ano VII, nº 4 e 5, 1905).
Há a possibilidade de tratar-se de um poemeto publicado sozinho (da mesma maneira que "Insomnia" e "Minha Terra"), conforme indicação no fim de "Bizarrias": "poemeto publicado". Mas em ocasiões foi também chamado de "livro". Como Adolpho publicou em periódicos poesias que também publicou em livros, é possível que vários de seus textos anteriores ao "Bizarrias" de 1908 tenham aparecido também em "Dona Loura", particularmente os publicados na revista "Azul" de 1900. Sem consultar a obra para confirmar, contudo, isso não passa de especulação.
"O Malho" nº 79, de 19/03/1904, traz detalhes de editoração, tamanho do texto e editor, em uma resenha: "Interessante o poema Dona Loura, de Jansen de Capistrano, e que nos vem de Curityba, numa edição cheia de circumstancias, toda enfeitada de requififes, o que é um bello réclame para as officinas typographicas da Livraria Economica do Sr. Annibal Rocha. Os versos - meia duzia, não passa d'isso - são à peu près nephelibatas e offerecem uma leitura soffrivelmente curiosa."
"O Dia" de Florianópolis, nº 809, de 26/09/1903, corrobora com as informações acima e traz a introdução do poemeto:
"Versos sem arte, Dona Loura é apenas
um grito d'alma no esto da paixão.
Dize-me tu, se acaso me condemnas,
como calar a vóz do coração?
Mais adiante, o mesmo artigo de "O Dia" menciona outra passagem:
"Em fulvo dia
de sol eu vi-a
casualmente: via-a a sorrir
mostrando á bocca perlas de Ophir."
O que pode confirmar que se trata do poemeto "Dona Loura" publicado em Victrix nº 2. Alguns poucos versos devem ter sido publicados como "plaquette", um cartão ornamentado, protegido ou não por capa, pela Livraria Economica de Annibal Rocha & Cia.
Em referências futuras, a obra seria ocasional e erroneamente chamada de "Dona Laura". Para contribuir para a confusão, na pesquisa para a presente coletânea foram encontrados dois poemas que podem ter constado no livro, um intitulado "Dona Loura" e outro "Dona Laura", que muito provavelmente se trata de um erro tipográfico.
É certo que Adolpho usou seu pseudônimo "Jansen de Capistrano" como autor, pelas várias menções à obra, como em Almanach do Paraná (1904) e Esphynge (Ano V, nº 12, 1903). Havia um exemplar, como "Jansen de Capistrano - D. Loura", na loja "Luz Invizivel", à "Rua S. Francisco, 68-CORITIBA", acervo da "Bibliotheca Lauro Sodré", conforme a Esphynge (Ano VII, nº 4 e 5, 1905).
Há a possibilidade de tratar-se de um poemeto publicado sozinho (da mesma maneira que "Insomnia" e "Minha Terra"), conforme indicação no fim de "Bizarrias": "poemeto publicado". Mas em ocasiões foi também chamado de "livro". Como Adolpho publicou em periódicos poesias que também publicou em livros, é possível que vários de seus textos anteriores ao "Bizarrias" de 1908 tenham aparecido também em "Dona Loura", particularmente os publicados na revista "Azul" de 1900. Sem consultar a obra para confirmar, contudo, isso não passa de especulação.
1908 - Bizarrias
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Folha de rosto de "Bizarrias" (1908) |
Um livreto de 12 x 15,5 cm (quase um octodecimo), contendo ano e local de publicação mas não editora ou gráfica responsável. Tentou-se dispor um poema por página. Os títulos são decorados com bordas ornamentais e desenhos tipográficos de pássaros, macacos e perfis humanos ocupam espaços no fim das páginas. Apresenta 25 poemas, dos quais 19 são sonetos. A maioria deles é dedicada a contemporâneos. Apresenta a única foto do autor publicada em obra própria.
Veja todos os itens marcados com "Bizarrias".
Veja todos os itens marcados com "Bizarrias".
1. Rogo ao Diabo 2. Olhos 3. Dandão 4. Augurio 5. Funeral de um coração 6. ...That Is The Question 7. Mendiga 8. Sexta-feira 9. Satanaz 10. Tisiphone 11. Coveiro 12. Hetaira 13. Enigmatico | 14. Pthysica 15. Pró Dama 16. Drama Eterno 17. Origem do Amor 18. 13 19. Soneto de um triste 20. Revoltado 21. Auto-photographia 22. D. Tuberculose 23. Soneto de um tysico 24. Enfermo Insomne 25. Soneto |
1921 - Insomnia
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Capa de "Insomnia" (1921) |
"Insomnia" não é propriamente um livro, mas um folheto de 16 páginas, com o poema preenchendo 11 páginas, tendo dimensões de 14 x 21 cm. O papel de gramatura mais espessa tem cor azul clara, e os dizeres da capa foram impressos em dourado, o que se perdeu com o tempo. Foi um encarte, conforme a informação da página 12: "Lembrança da 12ª 'Página do Sarau' dos dominicaes nos salões do Club Casino Curitibano em a noite de 23 de Outubro de 1921". O impressor figura na quarta capa: "Papelaria Freitas - Rodrigo de Freitas".
Leia o poemeto na íntegra.
Leia o poemeto na íntegra.
1922 - Minha Terra
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Capa de "Minha Terra" (1922) |
"Minha Terra", um livro de 14 x 21 cm, foi publicado conjuntamente com um texto intitulado "Saudação a Morretes" de Leocádio Cysneiros Correia. Os textos são apontados como obras separadas em bibliografias (como o próprio Leocádio aponta em "Formosas Cruzadas - Bibliographia Paranaense", de 1928). A apresentação de "Saudação a Morretes" versa: "No recinto do Club '7 de Setembro', de Morretes, em a noite de 9 de Julho de 1922, por occasião da leitura, pelo autor, do poemeto "Minha Terra", de Adolpho Werneck."; e trata dos ilustres morretenses J. Moraes, Rocha Pombo, Silveira Netto, concluindo com Adolpho Werneck.
A capa levou a Biblioteca Pública do Paraná a identificar o livro como sendo apenas de Leocádio Correia, apenas recentemente identificando a co-autoria.
Os dois textos tem paginações próprias."Saudação a Morretes" tem 16 páginas e "Minha Terra" tem 18 páginas.
O impressor é identificado na folha de rosto: "Typ. Mercantil e Editora Otto L. Reche - Successor de J. Rodrigo de Freitas".
Leia o poemeto na íntegra.
Leia o poemeto na íntegra.
1923 - Arco iris
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Capa de "Arco iris" (1923) |
"Arco iris" tem dimensões pequenas - 12 x 15 cm - mas é o maior em conteúdo, com 48 poemas. A obra já havia sido idealizada desde pelo menos 1908, conforme indicação de obras publicadas no fim de "Bizarrias": "Arco iris - versos no prelo".
O livro começa com sonetos até "No ermo", depois passa a quadras ("Versos de antanho", "Barcarola", as duas "Cantigas", "Victorioso", "Viagem ideal"), sextilhas ("A uma ingleza"), oitavas ("Epistola amorosa"), uma "Ballada" e um "Villancete".
O impressor consta da capa: "Typ. da Livraria Mundial".
Veja todos os itens marcados com "Arco iris".
1. Ruy Barbosa 2. Triste 3. "O Major" 4. 15 de Novembro 5. Passarinho feliz 6. A Vida 7. Inverno 8. Descendo o rio Paraguay 9. A caçada 10. Extase 11. Nostalgico 12. Viagem 13. Contraste (1) 14. Meu berço 15. Nhundiacoara 16. Miragem 17. Teu retrato 18. Amor desfeito 19. Esphinge 20. Resurreição 21. O Artista 22. Duas mortes 23. Diva 24. Dois Polos 25. Só | 26. Monologo de um pessimista 27. Previsão (1) 28. Calumniado 29. Perversidade 30. Alácre 31. Naufragio 32. Nova Magdala 33. Anno novo 34. De volta 35. Previsão (2) 36. De mira-mar 37. Soliloquio de um infeliz 38. A caminho do Amor 39. No ermo 40. Versos de antanho 41. A uma ingleza 42. Barcarola 43. Ballada 44. Cantigas (1) 45. Victorioso 46. Villancete 47. Cantigas (2) 48. Epistola amorosa 49. Viagem ideal |
Uma revista teatral com prólogo e dois atos, originalmente publicada na coluna “Cosmorama” do jornal Commercio do Paraná. O primeiro trecho encontrado foi publicado em 13 de fevereiro de 1921, e o último em 11 de setembro de 1921.
O texto transcrito nesta obra foi obtido de um original datilografado que estava em posse de familiares. Mas no Commercio do Paraná pode-se encontrar textos adicionais: o poema “Hino à Imprensa”, chamado de “apotheose da revista ‘O Jornal’” (06/03/1921), além de uma “Entervista” com personagens da peça (27/11/1921).
O texto transcrito nesta obra foi obtido de um original datilografado que estava em posse de familiares. Mas no Commercio do Paraná pode-se encontrar textos adicionais: o poema “Hino à Imprensa”, chamado de “apotheose da revista ‘O Jornal’” (06/03/1921), além de uma “Entervista” com personagens da peça (27/11/1921).